Dizer que andámos caladinhos no período de constituição das listas candidatas às eleições para a Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), para que não nos fosse imputada qualquer tendência era demasiada presunção e uma acabada aldrabice… mas lá calhou…
Dizer que tivemos todos de férias e fomos invadidos por uma imensa preguiça seria uma desculpa esfarrapada… mas lá calhou…
Dizer que outros projectos profissionais nos retiraram das lides e até do país e por isso geradas naturais dificuldades à manutenção deste espaço não explica tudo… mas lá calhou…
Que a disponibilidade emocional para acudir a tantos casos em que “Veterinários precisam-se…” faltou, como aliás em tantas outras circunstâncias chave na vida das pessoas, será quase toda a verdade…
Aos nossos leitores assíduos um pedido de desculpa. Aos nossos leitores assíduos a quem bloquearam os acessos lá no serviço, espero que nos encontremos noutras paragens.
Estamos de volta!
22 de setembro de 2008
LÁ CALHOU
Pareceu a Clint às 10:44 4 a retorquir
17 de julho de 2008
VALÈRE BIENFET
A profissão Veterinária está de luto!
A amizade que o colega Bienfet votava aos colegas portugueses jamais será esquecida.
Pareceu a Clint às 01:12 45 a retorquir
16 de julho de 2008
MÚMIA
Na sentença ao Processo Cautelar requerido pelo Bastonário Cardoso de Resende e outros, sobre o “…fundado receio de constituição de uma situação de facto consumado ou de produção de prejuízos de difícil reparação.”, e esclarecido, na mesma, que “só têm - ou devem ter - relevância os prejuízos que coloquem em risco a efectividade da sentença proferida no processo principal”, conclui-se que:
“É verdade que a execução das deliberações tomadas na assembleia geral extraordinária de 2.06.2007 permitirá afastar dos órgãos sociais da OMV os seus representantes democraticamente eleitos, pois, tal destituição resulta inequivocamente do teor de tais deliberações.
Porém, tal afastamento ou destituição dos órgãos sociais está previsto no artº 37º, al. a) do estatuto da OMV e, tendo a destituição em causa sido acompanhada de deliberação a designar data para nova eleição desses órgãos sociais, verifica-se que os actuais elementos dos órgãos sociais ou representantes democraticamente eleitos sempre poderão candidatar-se novamente, situação que permitirá repor a situação anterior às deliberações suspendendas.”
Não acredito que Cardoso de Resende não pondere esta possibilidade, admito mesmo que estará muito dividido entre ser ou não, de novo, candidato a Bastonário. Aliás, é mais do que certo, que terá já sopesado esse possibilidade com os outros membros do Conselho Directivo.
Não tanto pela eventualidade de vir ganhar, mas por questões de princípio, Cardoso de Resende deveria ser candidato… e não se pense à partida que seria um candidato derrotado, muito embora partisse em condições muito desvantajosos fruto de ódios e antipatias “capitalizados” ao longo do tempo, como aqui já me referi.
Teríamos pois um candidato exangue, mas sumptuoso; vindo de um passado reputado em que granjeou fama, mas cujo proveito advirá apenas de um certo interesse histórico; a quem, só com o tempo, será reconhecido o devido valor e importância; numa palavra uma verdadeira múmia…
Eis pois os candidatos a Bastonário no próximo Outono:
uma Marioneta,
um Fantasma,
um Espantalho e
uma Múmia!!!
Pareceu a Clint às 18:24 9 a retorquir
14 de julho de 2008
ESPANTALHO

(fotos de obra do “veterinário-escultor”, disponível em Madeira Viva, ao qual deixamos os nossos parabéns pelos extraordinários dotes e o pedido de desculpa pela reprodução não autorizada)
Ao contrário d’“O espantalho que queria ser Grou”… ele há candidatos, a candidato, ao desempenho do cargo de Bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) que não chegam a concretizar o sonho.
No caso de António Morais nem sequer se trata de falta de meios, determinação ou vontade, mas simples impossibilidade estratégica de, na actual situação, se posicionar com coerência e sustentabilidade.
Suponho (sim, mera suposição) que na actual conjuntura eleitoral, António Morais, não tenha capacidade de se afirmar com um projecto próprio.
A candidatura que apresentou no pretérito acto eleitoral (pessimamente preparada, incluindo candidato suspenso por razões disciplinares…) surgiu, concatenando interesses específicos dos Médicos Veterinários dos Municípios e sobretudo destilando angústias e antipatias contra o, ainda Bastonário, Cardoso de Resende.
No momento presente criou-se um vazio… os MVM estão menos dependentes de um candidato “próprio” e o alvo das angústias e antipatias desapareceu.
Este vazio dará origem a uma estratégia auto-justificativa e apaziguadora, do tipo: …importará, sobretudo agora, unir esforços, até ao final do mandato, normalizando a vida interna da OMV, para então nas próximas eleições surgir (eventualmente) com um projecto próprio.
O problema é que no fundo, no fundo, António Morais sempre desejou avançar, por enérgica vaidade e exagerada empáfia… hesitou em vários momentos, deu voltas à cabeça, ponderou sobre os seus mais directos apoios… mas acabará por avançar (se é que não avançou já, depois do feed back de mais uma reunião de MVM na Batalha).
O que falta neste contexto é a auto-consciência do candidato para perceber que os seus argumentos, equipa e postura são mais de afugentar do que congregar… e este dom de afugentar é apanágio dos espantalhos…
Não faltava mais nada na corrida ás eleições da OMV, que a uma marioneta e um fantasma, se juntasse um espantalho...
Pareceu a Clint às 11:27 17 a retorquir
10 de julho de 2008
VAGAS VETERINÁRIAS
Diminuíram em 25 o número de vagas de acesso aos cursos de Medicina Veterinária, segundo anunciou o Expresso…
Não sei bem que contas foram feitas, já que o mapa Excel da Direcção-Geral do Ensino Superior, anexo à notícia não reporta os estabelecimentos de ensino privado…
Aqui fica o detalhe para quem se interessar sobre a oferta no domínio da Veterinária… 255 vagas para Medicina Veterinária (a que acrescem 12 em Angra do Heroísmo que hão-de transitar, mais ano menos ano, para outra Universidade) e 179 vagas para tecnólogos e enfermeiros Veterinários.
Pareceu a Clint às 15:55 1 a retorquir
FANTASMA DO NORTE
Nem tão mal… Segundo fontes geralmente bem informadas, o Conselho Regional do Norte (CRN), da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), decidiu promover uma candidatura às próximas eleições.
O problema é que os potenciais cabeça de lista parecem hesitar, apesar de terem iniciado contactos para formação das mesmas. Entre outros são comentados os nomes de Eduardo Tavares, Miguel Ângelo e Carlos Coelho…
Tudo bons rapazes… tortuosos e provincianos, não parece sequer, venham a conseguir libertar-se dos limites regionais e ganhar balanço a uma candidatura nacional… aliás não parece que alguém venha a dar muito crédito a uma candidatura de província, tímida e humilde… enfim ficam as intenções e a visão, ou aparição, ou fantasma, do Norte…
Melhor seria que lançassem uma OPA sobre o Colégio dos Veterinários de Pontevedra, de quem parecem ser tão amigos…
A OMV precisa de candidatos que representem o todo nacional e não apenas a visão de uns quantos regionalistas a qual será sempre, por essa mesma razão, uma distorção da realidade.
A OMV exige uma estratégia clara e objectiva para este ano de transição e não de uma nortada pindérica e inconsequente… marionetas não fazem falta, mas fantasmas também não, a OMV precisa de muito mais que isso.
Pareceu a Clint às 10:15 8 a retorquir
8 de julho de 2008
MARIONETA
Assim não… As eleições para a Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) merecem mais, mesmo tratando-se de eleições intercales para conclusão do mandato que terminará em Dezembro de 2009, ou particularmente por esse motivo, face à urgência que a resolução de certas matérias exige.
O putativo candidato Ramalho Ribeiro decide promover uma candidatura de transição, liderada por Sameiro de Sousa, e estabelecer contactos tendo em vista a constituição dessa lista… expressando o compromisso deste último se retirar no próximo ano para dar lugar a si próprio.
Estando Ramalho Ribeiro suspenso, tal iniciativa funda-se na certeza de um cenário em que deixará de estar, revelando, no mínimo, a certeza numa hipotética decisão do Conselho Profissional e Deontológico (CPD) contrária à do actual Conselho ou na sua decisão de vir a renunciar ao cargo de director da Estação Zootécnica Nacional (EZN) antes das eleições do próximo ano…
A OMV precisa de mais empenho e de alguém que tenha uma agenda adequada ao que a profissão necessita e não de uma agenda imposta por razões estritamente condicionadas por motivos pessoais.
A OMV exige mais que hipotéticas situações, exige certezas, e quem não está em condições de as dar que fique quieto e calado.
A OMV não é um teatro de marionetas… os Médicos Veterinários aspiram, seguramente, a uma objectividade diferente… assim não recuperamos nem a credibilidade, nem a dignidade, que a nossa intervenção na Sociedade ordena.
Pareceu a Clint às 13:06 11 a retorquir
GAZES FATAIS
Apesar do pouco interesse da comunidade científica veterinária lusa, o “Veterinário precisa-se…” (também na ciência) aqui vos trás as mais recentes consternações com o efeito de estufa (e outros piores) de origem bovina.
A “Veterinária Actual”, na sua edição online, fez eco do estudo divulgado por cientistas americanos na revista “Proccedings of the National Academy of Sciences” (PNAS), sobre a utilização, no gado bovino, de hormona de crescimento reconstituída, segundo o qual será possível aumentar, em 84%, a produção de leite, minorar a utilização de recursos naturais e diminuir drasticamente a emissão de gases com efeito de estufa…
Tal notícia foi amplamente divulgada pelos media, até o DN-sapo… dando expressão a estatísticas impressionantes.
O recurso a injecções da hormona bovina somatotropina reconstituída (STH) permite reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) e de metano (por redução de adubos e fertilizantes)… um milhão de vacas injectadas impede a emissão das seguintes quantidades dos principais gases que contribuem para o efeito de estufa:
- 824 mil toneladas de CO2,
- 41 mil toneladas de metano e
- 96 toneladas de monóxido de azoto.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o gado bovino produz mais gases com efeito de estufa do que a circulação automóvel. Embora o armentio bovino seja responsável apenas pela produção de 9% do CO2, produz outros gases bem mais nocivos para o aquecimento global:
- 65% do hemióxido de azoto (imputável ao estrume) um gás 296 vezes mais nocivo que o CO2,
- 37% do metano, que incide nas alterações climáticas 23 vezes mais que o CO2.
- 64% do amoníaco, responsável pelo fenómeno das chuvas ácidas.
Entretanto, conforme outra online da “Veterinária Actual”, o “Department for Environment, Food and Rural Affairs” (DEFRA), do Reino Unido, anunciou um plano para ajudar a indústria pecuária a reduzir aquele impacto ambiental, em consonância com os objectivos de redução da emissão de gases com efeito de estufa, baseado na utilização de uma espécie de erva que permite diminuir a quantidade de metano que os bovinos expelem.
A erva, designada Gramina, utiliza uma tecnologia de supressão que previne a expressão da enzima O-metil transferase, aumentando a digestibilidade da erva, sem comprometer as suas propriedades estruturais, mas diminuindo a produção de metano.
Parece indiscutível que a agenda científica está marcada pelo “efeito de estufa” e factores associados e a profissão (veterinária) lusa outra vez distraída… quando chegar a hora irá carpir sobre a exclusividade na inoculação de hormonas e então já será tarde…
Pareceu a Clint às 11:04 0 a retorquir
7 de julho de 2008
TOUCINHO DO CÉU
Não tenho eu a sorte de ver o jardim invadido por uma porca e dez leitões…
Para usar linguagem agronómica: “chamava-lhe um figo”… punha imediatamente em prática uma matança tradicional autorizada pela “versão 2” do edital da Direcção-Geral da Veterinária… uma espécie de toucinho que caí do céu.
Em vez disso… fizeram queixa à Guarda Nacional Republicana (GNR) e pasme-se… aos Serviços Veterinários… (“A chefe da Divisão, Susana Costa, explicou… que… Caso o dono dos animais não possua marca de exploração [uma exploração registada?], os animais poderão ser apreendidos e pode ser aplicada uma multa. “As nossas competências têm a ver [ou têm que ver?] com o bem-estar dos animais e se o local cumpre ou não a legislação em vigor”…”).
Haja quem zele pela perspectiva do porco, já que ninguém lhe pediu a opinião!
Pareceu a Anónimo às 09:46 2 a retorquir
4 de julho de 2008
SUICÍDIO ENTRE VETERINÁRIOS
A taxa de suicídio entre os Médicos Veterinários no Reino Unido, é quase quatro vezes maior que a média nacional e duas vezes maior que a de Médicos e Dentistas.
Ninguém diria e dá que pensar na conclusão do estudo apresentado pelo “DVM Newsmagazine” há relativamente pouco tempo.
O tema vem sendo, contudo, abordado desde há muitos anos pela profissão no Reino Unido e ao tempo reportada pelo colega Richard Halliwell à Federação dos Veterinários da Europa (FVE), sem que tenha sido, infelizmente, alguma vez abordado, com seriedade, em Portugal.
Uma actividade profissional de elevado stress, o acesso a drogas letais e a convivência com a eutanásia, foram os factores avançados no “Veterinary Surgeons and Suicide: Influences, Opportunities and Research Directions", publicado pela “Veterinary Record”, para tentar explicar a elevada taxa de suicídio entre Médicos Veterinários.
Sobre o tema vale a pena ler os comentários da colega Patty Khuly, Médica Veterinária Prática (pequenos animais), Miami, Florida, em Dolitter.
No Reino Unido, a resposta da profissão materializou-se num conjunto de iniciativas decorrentes das recomendações do grupo de trabalho formado por representantes de diferentes organizações veterinárias e presidido pela colega Wendy Harrison.
Entre outras o lançamento do site Vetlife, em Outubro de 2007 com o propósito de providenciar informação sobre os apoios disponíveis a estudantes de Medicina Veterinária, Enfermeiros Veterinários e Médicos Veterinários, em diferentes matérias.
Gostava de ouvir os candidatos a Bastonários (serão três outra vez?) a pronunciarem-se sobre o tema…
Pareceu a Clint às 16:34 5 a retorquir
2 de julho de 2008
RECIBOS VERDES
Em Abril passado o Correio da Manhã noticiava “Meio milhão vive do trabalho precário”… os ditos “falsos recibos verdes”.
Entre os diferentes casos, o da Médica Veterinária Ana Rita Martins Pinto, há nove anos a recibos verdes… nos serviços de inspecção higio-sanitária de pescado na Lota de Portimão.
"Quando entrei no serviço, contratada pela Direcção-Geral de Veterinária [DGV], havia a perspectiva de ser agrupada nos quadros. Mas a situação foi-se arrastando e até agora continuo na mesma. Todas as tentativas que fiz para obter um vínculo laboral efectivo saíram goradas".
De facto o caso não é único a que acrescem as discricionárias colocações, da responsabilidade dos Directores dos Serviços Veterinários Regionais, nesta ou naquela unidade, sem direito a ajudas de custo ou pagamento das respectivas deslocações em veículo privado.
O Subdirector-Geral da DGV, Prof. Doutor Fernando Bernardo, manifestou, para quem o quis ouvir, no átrio do auditório de Ciências Agrárias, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), por ocasião da realização das II Jornadas de Inspecção Sanitária (7 de Junho de 2008), estar empenhadíssimo na resolução do problema como medida da mais elementar justiça… disse mesmo que os serviços estavam a estudar a solução jurídica mais adequada!
Com a revisão do Código do Trabalho, negociado com tanto “sucesso” pelo governo em sede de Concertação Social, entre cujos objectivos se destaca o ”… combate à precariedade e à segmentação dos mercados de trabalho, com a alteração da presunção de contrato de trabalho e a criação de uma nova contra-ordenação muito grave para a dissimulação de contrato de trabalho para permitir uma fiscalização eficaz ao uso dos «falsos recibos verdes»”, não parece faltar mais nada para a resolução do problema…
A ver vamos… é que gato escaldado de água fria tem medo.
Entretanto, e antes que alguns oportunistas se aproveitem da situação, como em tempo aconteceu na Ribatejo e Oeste (até honorários adiantados foram pagos à advogada indicada pelo angélico “colega” que se propunha resolver a situação), espera-se que a nova direcção do Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários (SNMV) interceda rapidamente junto da tutela para saber quais as soluções que estão a ser estudadas e qual o timing para a sua adopção.
Pareceu a Clint às 15:30 8 a retorquir
1 de julho de 2008
PRESIDENTE DE QUÊ?
“Qualquer dia pouca gente nos leva a sério”…
Afirmação do Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Ordem dos Médicos Veterinários, em plena Assembleia.
Pareceu a Clint às 12:32 10 a retorquir
30 de junho de 2008
OMISSÃO VOLUNTÁRIA?
Pelos vistos cumpriu-se a litúrgica Assembleia-Geral para marcação da data das eleições, não sem que o “sacerdotal” presidente da mesma revelasse desconhecimento de algumas elementares regras do “missal”… da entrada em funções da comissão eleitoral a votos brancos e nulos… entretanto lá ficou estabelecido o sufrágio para 11 de Outubro e limite para apresentação de listas o 8 de Setembro.
Sempre se perdoaria a “homilia” sobre a bondade jurídica da eventual aprovação/reprovação do parecer do Conselho Fiscal às Contas de 2007, numa reprise de má qualidade e bem refutada pelo “catequista”… o que já não se desculpa é não ter qualquer ideia sobre em que situação se encontra a Ordem face ao chumbo das ditas Contas.
Foi entretanto transmitido ao Conselho de Administração do “Veterinário precisa-se…” que o excelso presidente da Mesa da Assembleia-Geral teria afirmado não ter recebido qualquer contributo ou sugestão na sequência do pedido expresso por si em anterior Assembleia-Geral…
Enganou-se o cavalheiro… voluntária ou involuntariamente, não faço ideia… mas como se pode provar pela reprodução (parcial) da mensagem em correio electrónico, o “Veterinário precisa-se…” expressou a sua opinião a 18 de Abril, remetendo para 25 artigos de opinião!
Lá que a não considere (ou despreze) por não estar autenticada por membro da Ordem dos Médicos Veterinários ainda vá que não vá… agora que diga que não recebeu nada é omissão grosseira.
Pareceu a Clint às 16:42 5 a retorquir
27 de junho de 2008
PAGE VET
A Schering-Plough/Intervet e a Universidade Católica Portuguesa, numa interessante joint venture desenvolveram um programa avançado e uma série de seminários de gestão para clínicas veterinárias a que chamaram PAGE VET.
Decorre de 18 de Junho de 2008 a 18 de Novembro de 2009 e as temáticas vão de uma abordagem geral sobre as grandes transformações económicas, sociais, políticas, culturais e demográficas do mundo actual e respectivas consequências nos negócios, até ao marketing estratégico e merchandising, contabilidade e finanças, Recursos Humanos e Comportamento Organizacional.
De facto uma iniciativa fantástica! Com esperança acredito que pelo menos alguns dos 26 participantes neste programa se abalancem na criação (ou pelo menos no lançamento da primeira pedra) da Associação Nacional de Centros de Atendimento Médico Veterinário (CAMV).
Sobre este projecto já aqui expressara o meu apreço e o meu apoio… e parece que não estou só.
Foi no nº 7 da “Veterinária Actual” que Manuel Magalhães Sant’Ana adianta em “opinião”, que a “…exemplo da Associação Nacional de Farmácias, a Medicina Veterinária necessita de um organismo capaz de ‘introduzir no sector os conceitos de articulação e de cobertura nacional, reforçar a relação de proximidade com o cidadão e fortalecer a identidade’ dos Centros de Atendimento Médico Veterinário”
Sem querer misturar alhos com bugalhos uma coisa é certa, quer a PAGE VET, quer a Regulação dos CAMV revelam aspectos de indiscutível interesse para o futuro profissional do sector, que urge discutir e promover.
A não ser assim, os Médicos Veterinários serão actores passivos (e por isso menores) no meio envolvente da profissão o que, nesta infeliz circunstância, nos colocará como actores secundários num palco que afinal é nosso!
Pareceu a Clint às 01:47 10 a retorquir
26 de junho de 2008
FINAL REPORT
Sem aprofundar o papel e competências do Food and Veterinary Office (FVO), que aliás, no âmbito Veterinário, contou, até há bem pouco tempo, com a honrosa contribuição lusa do colega António José Ròsinha (*), sempre adiantarei tratar-se da mais relevante estrutura da Comissão Europeia na garantia do cumprimento da legislação Comunitária relativa à segurança alimentar, saúde animal, sanidade vegetal e bem estar animal.
Eis alguns extractos do relatório relativo a uma missão do FVO a Portugal (12 a 22 de Junho de 2007), publicado neste mês de Junho de 2008, de “Avaliação das acções de acompanhamento adoptadas pelas Autoridades Competentes relativas aos controlos oficiais de alimentos de origem animal, particularmente carne, leite e seus produtos” (**). O destaque é nosso.
Autoridades competentes:
- As Autoridades portuguesas não tiveram qualquer iniciativa tendo em vista a definição de responsabilidades ou no estabelecimento de procedimentos de coordenação entre as duas autoridades competentes, a DGV e a ASAE.
- Em 2006 aquelas responsabilidades sobrepunham-se parcialmente, mas agora sobrepõem-se totalmente.
- Trata-se de um desperdício de recursos quando a DGV afirma ter recursos limitados e muitas das dificuldades na aplicação do “pacote de higiene”, constatadas na missão de 2006, não foram ultrapassadas.
Registo e licenciamento de estabelecimentos:
- As autoridades competentes não dispõem de uma lista de estabelecimentos registados.
- O sistema de licenciamento dos estabelecimentos não funciona satisfatoriamente.
- Alguns dos estabelecimentos visitados estavam licenciados apesar de existirem significativas deficiências estruturais ou operacionais.
Aplicação das regras de higiene nos estabelecimentos e controlos oficiais:
- O grau de aplicação das regras de higiene e dos controlos oficiais não é satisfatório.
- Nos estabelecimentos visitados foram detectadas muitas deficiências estruturais, de manutenção, operacionais e de controlo interno.
- Os operadores e as autoridades competentes não efectuaram controlos de acompanhamento eficientemente.
- Em certos estabelecimentos de processamento de carne e leite, não foram efectuados quaisquer controlos durante três anos.
- O plano de controlo, quando existe, não é cumprido.
Outras informações
- A equipa de inspecção ficou satisfeita com as iniciativas tomadas pelo operador e pelas autoridades competentes na correcção de uma situação num matadouro em que problemas particularmente sérios tinham sido observados na missão anterior.
- Contudo, deficiências semelhantes foram observadas num outro matadouro, onde as autoridades competentes não adoptaram nenhuma acção correctiva efectiva.
Uma última referência: As Autoridades Lusas ainda não responderam às recomendações daquela missão.
Palavras para quê?
(*) Que amanhã, pelas 14:30h, toma posse como Chefe de Divisão, em regime de substituição, do Gabinete de Auditorias, conforme Despacho nº 17.316, de 29 de Abril de 2008, publicado no Diário da República nº 122, II Série, de 26 de Junho.
(**) Tradução livre e mal revista da inteira responsabilidade de Clint (da linha Eastwood - Make my day), à qual o Conselho de Redacção do “Veterinário precisa-se…” é totalmente alheio e por isso declina qualquer responsabilidade por lapsos, erros ou omissões.
Pareceu a Clint às 15:10 5 a retorquir
20 de junho de 2008
HALIBUT (*)
No âmbito do projecto “Acção escolas”, já aqui comentado, entrou em cena o “Halibut”…
Não… não foi o creme, loção, gel, emulsão, tão famoso, milagre para milhares de “assaduras”… este “Halibut” é o actor vivo do colega Ricardo Oliveira, que sem querer fez das suas em Coimbra…
A sessão educativa acabou com uma menina a dar um beijo na boca do cão “Halibut” que, sem querer, lhe “abriu o lábio”…
Quem diria que o Halibut podia ter efeitos secundários?
(*) Este é o outro halibut
Pareceu a Clint às 12:22 10 a retorquir
ENFEITIÇADO

“Eu já montava. Antes da telenovela tive umas 10 lições. Agora tudo o que vou aprendendo em termos de postura, vou aperfeiçoando em cena”, diz Rita Pereira, no papel de Alice, uma estudante de veterinária apaixonada por cavalos… na próxima telenovela da TVI “Feitiço de amor”…
Mais uma catrefada de adolescentes a correr ao curso de Medicina Veterinária na próxima candidatura de acesso ao ensino superior.
Pareceu a Clint às 03:10 5 a retorquir
18 de junho de 2008
BLOGS DESBLOQUEADOS
Ele há blogs e blogs… depois de ter bloqueado o acesso a alguns dos servidores de blogs, vem a Direcção-Geral de Veterinária (DGV) divulgar precisamente um blog… Não deve ser, só por ser de Évora…
Daqui tiro o chapéu aos futuros colegas da Universidade de Évora… e a língua de fora, agitando as mãos lateralmente à cabeça e sussurrando hnã nhã nhã nhã nhãããã… hnã nhã nhã nhã nhãããã… a todos os blogs de todas as outras Faculdades de Veterinária…
Já nem falo da ciumeira que reina aqui no Conselho de Redacção.
Pareceu a Anónimo às 11:32 3 a retorquir
17 de junho de 2008
PORTUGAL - BULGÁRIA
(Women from Varna City are Among World's Most Beautiful Women)
A História consagrou o uso do adjectivo balcanizar sempre que se arma uma confusão de nacionalidades ou etnias, culturas e religiões, regra geral com beligerância fronteiriça... Esperemos que a visita do Director-Geral de Veterinária e do Bastonário, não sejam um contributo (mesmo que modesto) para a Lusitanização dos Balcãs...
Pareceu a Clint às 15:11 10 a retorquir
SERVIÇOS VETERINÁRIOS LUSOS EM DESTAQUE
O site da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), em agenda, reporta o “Seminário Regional OIE - Veterinary Statutory Bodies, Private Veterinarians and Paraprofessionals in the Veterinary Services”, que decorre hoje e amanhã em Sofia, Bulgária.
A primeira conclusão que tiro é que o Sr. Bastonário não vai estar presente na Assembleia-Geral para marcação da data das eleições, e faz ele bem… o Conselho Redactorial deste blog poderá igualmente não estar presente.
Curiosamente, o seminário em causa não é anunciado nem no site do Office International des Épizooties (OIE) (apenas no site regional para a Europa), nem no da Federação dos Veterinários da Europa (FVE)… o que, de qualquer forma, não deslustra os Serviços Veterinários Lusos e a representação nacional: Director-Geral de Veterinária e Bastonário da OMV.
Se a representação da profissão é considerada a tão alto nível duas questões se colocam: foi a participação da OMV ponderada em parceria com o Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários (SNMV)? Teve o representante português na Associação Europeia dos Veterinários Oficiais (EASVO) algum papel na preparação desta intervenção da profissão Lusa?
Dirão uns que o SNMV nada tem a ver com o assunto… mas tem! É que existe um acordo de parceria entre as duas associações na definição das posições da profissão em Portugal. Aliás não somos os únicos na Europa com este modelo, por exemplo os franceses, seguem exactamente a mesma metodologia. Chama-se a isto sinergia de actuação.
Dirão outros que o representante português na EASVO também não é para aqui chamado… o que também não parece correcto! Os Médicos Veterinários Lusos (OMV/SNMV) assumiram, até há relativamente pouco tempo, a Vice-Presidência e posteriormente a Presidência daquela Associação. Existe trabalho feito, posições tomadas e até uma estratégia de alianças que importaria destacar. Chama-se a isto coerência na actuação e daí, credibilidade.
Ficamos a aguardar os ecos de Sofia… e que os “ветеринарен и санитарен контрол” sejam tão eficazes (e eficientes) como os de cá...
Pareceu a Clint às 15:04 3 a retorquir
16 de junho de 2008
VALHA-NOS SANTO ONOFRE
Não sei qual o “nível” alcançado pela “área de projecto” da Escola de Santo Onofre, a que se refere o "Jornal da Caldas - on-line", mas a preocupação com os “…problemas que atormentam a sociedade…”, parece mal equacionada.
Sei que a opinião é a priori polémica, mas acredito, ainda assim, que algum colega, menos preconceituoso, possa reflectir sobre o assunto…
O sentimento de afecto que os animais, particularmente os cães, desencadeiam nas crianças é inquestionável, não sendo por isso difícil mobilizar a “garotada” para um projecto que meta animais, ainda por cima na perspectiva da sua protecção.
Educar esse impulso natural das crianças, parece ser uma boa ideia… mas educar é também burilar, lapidar, disciplinar e enquadrar, não apenas dar expressão daquilo que já é inato nas crianças: o tal afecto pelos cães (e outros bichos).
Ora, nem o canil municipal é uma instituição (a Câmara sim…), nem a sua exclusiva preocupação a do bem-estar dos animais abandonados… (então e a Saúde Pública?).
Ter um código de posturas municipais que diz no seu artigo 56º que “Os cães… errantes ou perdidos, serão levados para o canil da Câmara e, não sendo reclamados no prazo de três dias, serão abatidos pelo Veterinário Municipal.”, sem cuidar das condições que ab initio tal postura exige (no mínimo o bem estar dos animais capturados, já para não falar de mecanismos de adopção), é no mínimo… insuficiente.
Há questões básicas que devem ser garantidas pelo Município (para isso devem ser canalizadas as verbas específicas das taxas que lhe estão associadas e parte do orçamento municipal), o “altruísmo” resultante da “área de projecto” da Escola de Santo Onofre, não pode, nem deve, superar essas lacunas.
Nem a Farmoquil, nem a Merial estão de parabéns, pois parecem ter quebrado essa questão ética primordial: obviar por sua intervenção responsabilidades da Administração Local, mais a mais sem qualquer sustentabilidade.
Deve a Escola promover junto das crianças valores que contrariem (mesmo que apenas a longo prazo) o abandono dos cães ou a adopção dos cachorros capturados; deve, sobretudo, levar os miúdos a compreender as dificuldades no combate a esse abandono e na promoção da adopção…
Agora, que a Escola crie a falsa ideia (ainda por cima nas crianças) que algo foi resolvido apenas porque o “projecto” conseguiu angariar uns quantos medicamentos… isso já me parece, não apenas insuficiente, mas até deseducativo.
(Imagem: “ícone bizantino representando Santo Onofre, datado do século IV”, in Wikipédia)
Pareceu a Clint às 12:06 5 a retorquir
12 de junho de 2008
A GRANDES MALES, GRANDES REMÉDIOS

O Conselho de Administração do “Veterinário precisa-se…” reuniu de emergência face à previsível quebra de audiência deste blog…
De qualquer modo, no final da reunião, o porta-voz do Conselho declarou laconicamente: “Parece-me, em nome da eficácia e eficiência dos Serviços Veterinários Lusos, do mais elementar bom senso a decisão do Sr. Director-Geral…”.
Pareceu a Clint às 16:42 24 a retorquir
VERSÕES

Esta não lembra ao diabo… então os editais têm versões???
Um edital é uma ordem de carácter oficial… só pode ter UMA versão. Quanto muito, se essa disposição mudou, o Edital REVOGA o anterior… mas o problema deste Edital é mais grave…
Sendo sobre os abates para auto-consumo (escreve-se assim e não autoconsumo… segundo a convenção ortográfica Luso-Brasileira de 1945), o diabo do Edital não tece uma palavra sobre isso… ao invés refere-se a matanças em que “…as carnes obtidas se destinem a ser consumidas no local.” e à “…matança tradicional…”.
Que se saiba, nem um, nem outro dos conceitos faz qualquer sentido, quando reportados ao auto-consumo.
O “consumo no local” pode (e em muitas circunstâncias é…) ser público e por isso lá se vai o conceito de auto-consumo. Por outro lado sendo a “matança tradicional” (prática que se transmite de geração em geração) a matança na exploração agrícola destinada a rechear a despensa para o Inverno, não cabe na cabeça de ninguém seja organizada por entidade pública ou privada, muito menos que a carne seja consumida no local, quando tradicionalmente se destinava à conservação.
Convenhamos… aquilo que por aí se faz não são matanças tradicionais, essas estão a acabar (feliz ou infelizmente)… mas antes, uma espécie de “festas medievais” (embora a matança tradicional tenha chegado até aos nossos dias), revivendo aquilo que se fazia nas aldeias.
Lá que o Director-Geral queira ir ao encontro da decisão política de autorizar essas “festas medievais”, nada a dizer, agora que disfarce a coisa com os abates para auto-consumo… isso é que não!
Se esta “versão” é afinal uma revogação do anterior Edital, pouco mudou: mantém-se actual o que então aqui foi dito em QUEM DÁ E TIRA PARA O INFERNO GIRA.
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11 de junho de 2008
LEISHMANIOSE E OUTRAS HISTÓRIAS
Indiscutível que muitos dos perigos para a Saúde Pública se acautelam com a prevenção e que esta só resulta com informação e esclarecimento. Discussões à parte sobre os requisitos que qualquer boa campanha exige (por vezes é preferível não fazer a fazer mal), sempre se aplaude o Projecto Acção Escolas da Intervet/Schering-Plough, envolvendo Escolas do ensino básico e Centros de Atendimento Médico-Veterinário.
De acordo com Maria João Fonseca, médica-veterinária do Hospital Veterinário do Restelo “As crianças são, por natureza, os grandes amigos dos animais, contudo, muitas vezes têm pouca ou nenhuma formação sobre as necessidades específicas dos seus cães, nomeadamente no que diz respeito aos cuidados de saúde”.
Sérgio Cardeira, do Hospital de Medicina Veterinária de Setúbal, explicou aos alunos da Escola Básica do 1.º Ciclo n.º 2 de Setúbal os “cuidados a ter com o seu melhor amigo - o cão”.
Maria Aires, da Clínica Veterinária Muralha (Évora), visitou a Escola Básica do 1º Ciclo de S. Mamede, numa iniciativa de sensibilização que se prolongará por Junho, sobre os “ cuidados a ter com a saúde dos cães”.
Ivo Lima, por sua vez, visitou a escola EB1 nº1 de Faro, onde abordou “a prevenção de doenças nos cães e os riscos para a saúde”.
Além destas Escolas a acção decorreu ainda na António Rebelo de Andrade (Oeiras), no Carandá (Braga), na Augusto Lessa (Porto), em Almada, Viseu, no Bairro Norton de Matos (Coimbra) e em Parceiros (Torres Novas/Leiria).
A concretização deste projecto da Intervet/Schering-Plough, em escolas de 11 cidades do país e os Centros de Atendimento Médico Veterinário seleccionados/aderentes, com o intuito de “…divulgar a importância dos cuidados básicos e os ectoparasitas mais comuns nos cães, nomeadamente a Leishmaniose…”, revela a outra face de uma profissão que vive à margem das diatribes profissionais em que andamos mergulhados desde há vários meses… a isto sim deveríamos dar importância.
Ao colega Rodolfo Neves, em cujos ombros assentaram muitas da preocupações logísticas e todo o planeamento da Acção, para não dizer a “alma” do próprio projecto, o nosso sincero reconhecimento e encorajamento para outros voos.
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