Vem a Direcção-Geral de Saúde dar o quase dito pelo quase não dito, através de opinião do Grupo Técnico Consultivo, sobre a observância da Lei anti-tabaco nos casinos.
Ainda há alguém que ache que a cigarrilha fumada pelo presidente da ASAE, às primeiras horas do novo ano, no casino Estoril, prontamente documentada pelo Diário de Notícias, foi meramente ocasional?
Tinha afinal razão o Dr. Nunes para fumar à vontade… Que dirão agora os deputados que tão rapidamente vieram a lume (salvo seja) defender a “perfeição” da sua Lei?
10 de janeiro de 2008
SE JOGAR PODE FUMAR
Pareceu a Clint às 11:04 2 a retorquir
8 de janeiro de 2008
BASTONÁRIO PRECISA-SE…
Dizia o nosso colega e vizinho, Almavet, que continua a desordem na ordem.
Sem discordar sempre adiantarei que o problema não estará tanto na desordem, mas na falta de prestígio e credibilidade da Ordem, que já não é de agora.
Ainda que algo exagerada a designação de “terrorismo associativo”, não deixa de ser verdade que a contestação não vem de sectores apenas apaixonados pelo prestígio profissional.
São os vários colegas “bem instalados” e com responsabilidades a quem a Ordem não “protegeu” por alegadas diatribes deontológicas, os Doutores cujo “reino” de educação, formação e avaliação curricular foi posto em causa, ainda outros colegas afectados por uma vaidade e sede de poder que lhes foi sendo coarctado, mas também muitos colegas desiludidos pela falta de garra e falta de estratégia da Ordem.
A “falta de escrúpulos” ou a “ausência de democracia”, que se antevê conduzir a um “radicalismo irresponsável” deve ser ponderado com seriedade. Mas quem, melhor do que ninguém, que o Presidente da Mesa da Assembleia-Geral para sanar a situação de crise?
Contrapor ao “terrorismo” a “guerrilha institucional” não é de facto solução. A muito curto prazo são necessárias eleições para a Ordem, mas não basta trazer 500 ou 600 votantes, é essencial que pelo menos mais de metade dos membros da Ordem se manifestem.
A massificação profissional , a proliferação de faculdades a digladiarem-se pela excelência (que nenhuma obviamente pode ter), a quebra global de qualidade nos serviços prestados, a ausência de uma sistema de estágios credível, a ausência de critérios para exercício da Medicina Veterinária, a competição desregulada que se antecipa com enfermeiros veterinários, a indefinição de Acto Veterinário, são muitos dos problemas que urge resolver, para começar a recuperar alguma credibilidade.
Pareceu a Clint às 16:04 2 a retorquir
7 de janeiro de 2008
ONDE PÁRA A PROFISSÃO
O Ministro da Agricultura anunciou a visita ao Norte como a primeira de uma série doutras pelo país. Concluída que está a reforma do Ministério, parece ser tempo de começar a trabalhar no futuro Programa de Desenvolvimento Rural.
Espera-se com curiosidade o resultado da visita aos Serviços Veterinários, especialmente pela referência à conclusão da reforma. É que os Serviços Veterinários continuam a ser alvo de muitas críticas, até dos próprios Médicos Veterinários que os integram.
Pareceu a Clint às 12:48 6 a retorquir
6 de janeiro de 2008
REIS MAGOS APEADOS
Não vai haver presépio a sério em Penela devido às restrições decorrentes da febre catarral ovina em Portugal.
Os camelos não viajaram de Setúbal (zona de restrição) para Coimbra (zona livre) e no desfile Baltasar, Belchior e Gaspar viajarão a cavalo.
Nada de riscos, de certeza que se evitou uma potencial epidemia, mas fácil que o problema de divisão de camelos da escola de Argoncilhe.
Pareceu a Clint às 20:10 4 a retorquir
5 de janeiro de 2008
“A LÁGRIMA É A DA FATALIDADE”
Infelizmente ainda não está disponível a edição electrónica do último número da MGI (Magazine Grande Informação)… mas a não perder o artigo do nosso colega Manuel Cardoso “Um dia na vida de um Veterinário do Interior”.
Bem escrito, quase poético, diz muito do futuro da profissão.
Por coincidência, o título da capa deste nº 21 (Jan. Fev. 2008): "ASAE ao ataque"
Pareceu a Clint às 20:36 3 a retorquir
4 de janeiro de 2008
INSTANTE FATAL?
E aí está o assunto na ordem do dia… há ou não há “charutadas” que valem um dinheirão?
Mau grado a opinião do Luís Carvalho que me parece precipitada e desproporcionada nos exemplos que trás à colação.
Pareceu a Clint às 16:44 7 a retorquir
MONTECRISTO Nº 5, PELO MENOS
Acho imperdoável que o Dr. António Nunes se tenha proposto para primeira página do Diário de Notícias a fumar uma cigarrilha…
No mínimo exigia-se um “puro” Montecristo nº 5…
Ponham-lhe outros defeitos, distraído é que não!
Da Direcção-Geral de Saúde (DGS) à Confederação Portuguesa para a Prevenção do Tabagismo, haverá alguém que verdadeiramente pense ter “apanhado” o presidente da ASAE?
Só por inocência ou estultícia.
Uma cigarrilha e uma declaração lacónica à TSF abriram a discussão sobre os contornos jurídicos desta Lei… em boa hora.
A DGS promete um parecer detalhado para a semana… o Parlamento também já reagiu… mal… provavelmente mal-estares provocados pela entrevista de António Nunes à “Tabu” de Sábado passado.
O quê e onde pode “fumar” o Director-Geral de Veterinária, para salvar as vacas leiteiras do uso de fraldas?
Pareceu a Clint às 12:37 6 a retorquir
SE UM SUBDIRECTOR INCOMODA MUITA GENTE…
Do portal do governo:
“O Conselho de Ministros, reunido hoje [ontem, 3 de Janeiro] na Presidência do Conselho de Ministros, aprovou os seguintes diplomas:
…/…
10. Decreto-Lei que procede à primeira alteração… ao Decreto Regulamentar n.º 11/2007, de 27 de Fevereiro, que aprova a orgânica da Direcção-Geral de Veterinária…
de modo a melhor adaptar a estrutura dirigente às respectivas atribuições a nível nacional e internacional, reforça-se com um cargo de direcção superior de 2.º nível a Direcção-Geral de Veterinária, que passará a contar com dois subdirectores…”
E até já se sabe quem está na calha de embarque para ocupar o lugar.
Pareceu a Clint às 10:03 9 a retorquir
AVANTE DIV
Um bom exemplo de falta de informação… que não se estranha infelizmente.
Por muitos buracos que o procedimento administrativo pudesse ter não há como apresentar o recibo da candidatura… pinte-se a DIV de incompetência ou desorganização… não poderá a Administração recusar o pagamento do prémio.
Demagogia à parte… o problema da DIV não resulta da aplicação da Lei da Mobilidade Especial, mas antes da Imobilidade Normal dos seus dirigentes. Sem procedimentos definidos, nem mecanismos de gestão adoptados, mais preocupados em culpar os vizinhos do Ministério por toda a incapacidade em gerir e organizar, podiam, pelo menos, tentar ser bons profissionais…
Mas a DGV tem uma Direcção de Serviços de Planeamento… certamente atenta ao assunto.
Pareceu a Clint às 09:23 2 a retorquir
3 de janeiro de 2008
COBRAS E LAGARTOS
Aos interessados aqui se deixa a notícia… se o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) agora também da Biodiversidade (…B) está no terreno… só me ocorre a infeliz
história dos felinos que então ficaram na mira do ICN…
A seguir com curiosidade… para onde serão desterradas as pobres jibóias (e especialmente como serão capturadas e transportadas)?
Pareceu a Clint às 09:46 1 a retorquir
2 de janeiro de 2008
DE NOVO DE LUTO

Começa mal o ano com a notícia do desaparecimento de uma das mais reputadas figuras da profissão Veterinária: Apolinário Vaz Portugal.
Os nossos sinceros respeitos e homenagem.
Pareceu a Clint às 17:07 2 a retorquir
12 de dezembro de 2007
POR QUÉ NO TE CALLAS?


A única frase que faltou na Assembleia-Geral da OMV…
Quem seria o Hugo Chavez de serviço? Sugestões são bem vindas…
Pareceu a Anónimo às 18:13 12 a retorquir
VIRA O DISCO E TOCA O MESMO…
O mal estar que o Bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) inspira, a muitos dos membros da Instituição, é admirável e mereceria uma análise profunda.
Mas não é a isso que aqui venho. É que muitas das questões colocadas na Assembleia de ontem, 11 de Dezembro, ao Bastonário, poderiam e deveriam ter sido colocadas à Mesa da Assembleia.
Para muitos, os superiores interesses da OMV estão em causa. O Plano e Orçamento para 2007 foi chumbado em três Assembleias; o de 2008 foi agora também chumbado; as questões da aprendizagem ao longo da vida foram mal conduzidas e naturalmente incompreendidas; a questão das instalações envolvida num manto de incertezas; a alteração estatutária congelada; a relação com a Classe e Associações Profissionais Sectoriais toldada por desconfianças e mal estar; o mercado de trabalho saturado… etc. etc.
Quais são as respostas da Mesa para solver a situação. As iniciativas até agora pecaram por inconsequentes. O desassossego mantêm-se e nem por isso opções inadiáveis para o futuro da profissão são tomadas ou sequer ponderadas.
Não pode a Mesa da Assembleia demitir-se das suas responsabilidades e lavar as mãos como Pilatos.
Quando em Janeiro de 2007 o Plano e Orçamento foi reprovado, poderia e deveria a Mesa ter convocado nova Assembleia para daí a duas semanas e em caso de novo chumbo (o mais provável), estaria a Mesa em condições de convocar Assembleia para ponderar sobre os superiores interesses da OMV.
Mas não o fez, ao invés, convocou nova Assembleia para daí a três meses…(???), para continuar a discutir um Plano e um Orçamento que se sabia não passar.
É que estando os superiores interesses da OMV em causa, deveria ter sido aplicado o Estatuto: Artigo 40º “A assembleia-geral reúne extraordinariamente quando os interesses superiores da Ordem o aconselhem, por iniciativa da respectiva mesa, do conselho profissional e deontológico, do conselho directivo, do conselho fiscal de uma das assembleias regionais ou de 10% dos médicos veterinários com inscrição em vigor e no pleno exercício dos seus direitos.”
Podia pois a Mesa, por sua iniciativa, ter convocado uma Assembleia para o efeito, digamos lá para o pretérito mês de Abril (na mesma data em que ocorreu a terceira assembleia para aprovação do Plano e Orçamento) e em caso de censura grave e fundamentada à actuação do Conselho Directivo, convocarem-se então eleições.
Poderiam essas eleições ter tido lugar dois meses depois, digamos em Junho de 2007.
Se a Mesa da Assembleia não tomou a iniciativa foi porque entendeu não estarem em causa os superiores interesses da OMV.
O que fez então? Escudou-se na convocatória de uma Assembleia, para Junho de 2007, deixando para um abaixo assinado o ónus da sua convocação, até ver irregular, a fazer fé no deferimento de providência cautelar pelo tribunal competente e até deu todo o tempo para isso ao convocar as frustradas eleições para Outubro de 2007…
Sabe, possivelmente, o Presidente da Mesa que pior do que manter os actuais órgãos em gestão corrente seria entregar a Ordem a outros devaneios e daí manter o ritmo de 4 Assembleias por ano, dando o palco aos desencantados, frustrados e ofendidos, mas sem que nada de substantivo daí resulte.
A Assembleia-Geral de ontem, 11 de Dezembro, foi mais uma. O que vai fazer agora a Mesa da Assembleia? Repetir o que fez este ano? É que no entretanto quem vai perdendo é a profissão, estagnada e sem tratar de questões essenciais para o seu futuro.
Pareceu a Clint às 17:00 3 a retorquir
6 de dezembro de 2007
HAJA DECORO
Elucidativa a mensagem electrónica difundida por um dos membros da Mesa da Assembleia-Geral e pelos vistos já profusamente difundida pela net.
Não está em causa que um membro da Mesa prepare a Assembleia-Geral na véspera, está em causa a quem se dirige esse pedido. É que à mulher de César não lhe basta ser séria, é bom que o pareça.
Pode qualquer colega mobilizar ou motivar outros a participarem na Assembleia, quanto a isso nada a dizer, muito pelo contrário… o que se lamenta é que a iniciativa parta de um membro da Mesa, sem que com isso pretenda alcançar todo o universo da profissão, mas eventualmente apenas aqueles que estarão dispostos a votar contra…
São práticas destas que ferem a vida democrática da Ordem, são práticas destas que nos retiram toda a credibilidade, são práticas destas que ao invés de mobilizarem a profissão, geram mais incerteza e desânimo.
Estou a exagerar? É possível… cito apenas um período daquela mensagem: "Vamos tentar (e conseguir!!!) ter um recorde de presenças por forma a que não seja necessário recorrrer ás procurações." (sic).
Afinal as procurações sempre terão sido um recurso noutras Assembleias… além da gravidade de tal procedimento por ser ilegal, muito pior que isso, é o facto do mesmo inquinar a vida associativa num pântano de que dificilmente sairemos.
Mas há mesmo pior… o texto anexo àquela mensagem com a pretensão de historiar o que de mais relevante se passou na Ordem no último ano… é tendencioso e distorcido, o que se admitiria se revelasse apenas uma opinião, mas que não se aceita quando pretende ser meramente factual… pena que não esteja assinado.
Veterinário precisa-se… para uma Ordem com classe e uma Classe na ordem.
Pareceu a Clint às 16:06 7 a retorquir
4 de dezembro de 2007
GESTÃO CORRENTE
1. Será porventura o conceito mais em destaque na próxima Assembleia-Geral da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV).
As razões para tal são óbvias: apesar da vitória jurídica (até ver) do Conselho Directivo (CD) e do Conselho Profissional e Deontológico (CPD), sobre os ineficazes contestatários, putativos candidatos a Bastonário, não é menos verdade que no plano prático o CD funciona sem Plano aprovado.
Mais… o CD, para além da recusa sistemática da Assembleia-Geral em aprovar o Plano e Orçamento, enfrentou a birra dos Conselhos Regionais do Sul e Centro que se demitiram (demissão não aceite contudo) por não terem condições para trabalhar.
Não estando em causa as posturas dos frustrados candidatos, da oposição sistemática por obstinação da Assembleia-Geral ou sequer das fracassadas tentativas de demissão, que tiveram por único objectivo criar dificuldades ao “juridicamente-eleito” bastonário, atitudes que só podem ser classificadas de obscuras e confusas, importa saber com que linhas nos cosemos neste momento.
2. Viveu a OMV o ano de 2007 sem Plano nem Orçamento, mas pior, sem que o Presidente da Assembleia-Geral tivesse sequer pestanejado com o caso, pelo contrário, lá de onde se encontra parece bocejar de fastio perante esta gente desorganizada.
E foi a Mesa eleita por uma lista oposicionista… como já aqui disse, o presidente parece jogar o arriscado jogo do pau de dois bicos: agradando a uns e a outros… aos que o elegeram e aos frustrados candidatos, bem como ao actual Bastonário. Se não fosse assim sobraria a incompetência pura e simples, que não identificamos nem ao Presidente, nem nenhum dos outros membros da mesa da Assembleia-Geral.
3. Os do Conselho Fiscal ainda levantaram a questão da gestão corrente… estando o CD sem Plano e Orçamento aprovado estaria em gestão corrente e por isso estaria impedido de tomar decisões de outra natureza.
Há falta de melhor embicaram com a pior das decisões: o aumento de salário dos funcionários da OMV… não teria o CD autoridade para tomar essa decisão por estar em gestão corrente. O problema é que classificar essa decisão como marginal ao conceito de gestão corrente é muito discutível, além de que “politicamente” incorrecto e muito sensível no plano humano... Um verdadeiro tiro no pé!
4. Bramir-se-á o facto de o CD ter avançado com o mal amado Regulamento de atribuição de Créditos de Aprendizagem ao Longo da Vida (CALV), sem ter o Plano e Orçamento aprovado… mas a decisão já vinha de trás, da aprovação pela Assembleia-Geral da alteração estatutária.
Invocar esse argumento para fazer crer que o CD está gerindo à margem da sua capacidade, também não parece ser argumento muito sólido.
5. Então qual a saída para este imbróglio? Muito simples… simples demais!
- Se há capacidade para rejeitar sistematicamente as propostas de Plano e Orçamento apresentadas pelo CD, numa clara atitude negativa de obstinação, então também haverá, por maioria de razão, capacidade para aprovar o Plano e Orçamento que o CD não quer, mas que eventualmente possa ser o melhor para a OMV.
Mas a esse trabalho não se dá quem se opõe ao actual CD: aprovar uma proposta de Plano e Orçamento que condicionem o CD e o levem, ou a fazer o que não quer, ou a demitir-se… é assim em sociedades modernas e democráticas.
- Se os Conselhos Regionais (Sul e Centro) não se sentem com condições para trabalhar, então que “imponham” ao CD essas condições, trabalhem e encostem o CD à parede para que lhes dê as respostas que precisam.
Ponham as Assembleia Regionais a expressar (sem margem para dúvidas, pelo número de presenças) essa vontade, e ponham as decisões e qualquer ónus por imobilismo, nas mãos do CD… verão como alguma coisa vai ter que acontecer.
6. A não ser assim vamos passar mais dois anos em gestão corrente, um Bastonário a arrastar-se e a delapidar o seu nome e tudo o que de bom fez pela OMV no passado, um presidente da Assembleia-Geral a desfilar nu (sabendo-o) esperando passar despercebido, agradando a Pedro e a Paulo, dois Conselhos Regionais auto-imobilizados, chorando pelo leite derramado e carpindo da crueldade do CD… e o pior… uma profissão desclassificada socialmente, desacreditada politicamente, desorientada e sem timoneiro.
O cenário é tenebroso e não me parece exagerar… fixem o nome dos responsáveis.
Pareceu a Clint às 10:06 14 a retorquir
1 de novembro de 2007
OMV (R)
A CLASSE VETERINÁRIA VAI TER DE NOVO A SUA ORDEM!
CMLP OCMLP ORPCML
A todos os moralistas-legitimistas!
À classe veterinária!
Ao zoo trabalhador de Portugal!
Realizou-se nos dias 10, 11 e 12 de Outubro uma reunião dos comités Centrais do CMLP OCMLP ORPC(ml) para estudar as propostas de constituição de uma COMISSÃO ORGANIZADORA DO CONGRESSO DE RECONSTRUÇÃO DA ORDEM DOS MÉDICOS VETERINÁRIOS apresentada pelo Comité Central do ORPC(ml).
Depois de amplamente debatida a situação no movimento moralista-legitimista português, a situação política e as tarefas urgentes que se colocam à classe veterinária e a toda a zoologia, os três comités centrais decidiram constituir a COMISSÃO ORGANIZADORA, que iniciará imediatamente os seus trabalhos, a fim de preparar a realização no prazo de semanas, de um Congresso reunindo os moralistas-legitimistas de Portugal. Esse Congresso porá fim aos grupos moralistas-legitimistas e proclamará o ressurgimento em Portugal da verdadeira ORDEM dos Médicos Veterinários que virá a tomar o lugar da antiga OMV de Henriques, Monteiro, Costa e Silva, transformado pela camarilha revisionista que a tomou por dentro numa ordem traidora à classe e à acreditação e numa agência de interesses classicistas do nosso país.
As conclusões desta reunião constituem um acontecimento histórico, que deve encher de alegria o coração de todos os veterinários, de todos os clientes, de todos utentes do nosso país. Os três Comités centrais puseram para a frente os interesses superiores da profissão e da evolução e decidiram que a classe veterinária precisa acima de tudo da sua Ordem. Perante isto, o que nos possa dividir é secundário, pode e dever ser vencido.
As conclusões da reunião puseram fim a um período difícil que começou há onze anos quando os primeiros moralistas-legitimistas decidiram abandonar a O«MV», depois dela ter sido tomado pelo bando renegado de Resendal que passou a atacar as verdadeiras forças médico-veterinárias em Portugal e no mundo, a lutar pela cisão no movimento Veterinarista internacional, e a utilizar todos os meios para entregar o movimento veterinário à mercê da oligarquia e sabotar a sua acreditação. Desde aí, os moralistas-legitimistas vêm lutando pela reconstrução da Ordem dos Médicos Veterinários destruída. A constituição da COMISSÃO ORGANIZATIVA DO CONGRESSO é o acontecimento decisivo nesta luta de onze anos. Finalmente, isto tornou-se uma certeza, a Ordem dos Médicos Veterinários vai reaparecer dentro de semanas, e nenhuma força será capaz de o impedir.
A preparação do Congresso deverá afirmar-se como uma corrente irresistível de unificação, que traga à Ordem dos Médicos Veterinários reconstruída os verdadeiros veterinários actualmente dispersos em várias organizações e grupos, mesmo os que ainda se encontram iludidos pelas camarilhas do RR e do Morais. Ao mesmo tempo permitirá dotar a Ordem do seu alicerce, da linha orientadora que lhe permitirá unir em torno de si a classe veterinária e conduzi-la à acreditação.
Apelamos a todos os manifestantes das nossas organizações para se lançarem com entusiasmo e alegria desde já na tarefa de conquistar o apoio das massas veterinárias para a realização do Congresso para começarem desde já a pôr em toda a sua actividade acreditacionária o espírito da nossa Ordem dos Veterinários.
Apelamos a todos os grupos e núcleos dispersos de moralistas-legitimistas: ousem combater dentro de vós o terror da OMV; entrem em contacto com a COMISSÃO ORGANIZADORA, integrem a Ordem que vai surgir!
Apelamos à classe veterinária, à gloriosa classe veterinária de Portugal: apoiem com todo o vosso esforço o Congresso de reconstrução da Ordem dos Médicos Veterinários! Cerrem fileiras em torno da vossa Ordem Reconstruída!
AVANTE PELO CONGRESSO!
VIVA A UNIDADE DE AÇO DOS VETERINÁRIOS!
VIVA A ORDEM DOS MÉDICOS VETERINÁRIOS RECONSTRUÍDA!
12 de Outubro de 1975
O Comité Central do CMLP
O Comité Central do OCMLP
O Comité Central da ORPC(ML)
(plagiado de texto de 1975, sem autorização do autor, mas cuja fonte se revela.)
Pareceu a Clint às 23:37 15 a retorquir
30 de outubro de 2007
DESVIO DE CLIENTELA
O número 1, do artigo 28º, do Código Deontológico Médico-Veterinário diz que: “O desvio ou a tentativa de desvio de clientela é interdito a todos os Médicos Veterinários devendo estes abster-se da prática de qualquer acto de concorrência desleal com prejuízo para os colegas.”
À luz da sub-reptícia filosofia vigente não deveria ser alterado para desvio de “utentela”?
Afinal temos clientes ou utentes?
Pareceu a Anónimo às 15:59 6 a retorquir
29 de outubro de 2007
CRIME E CASTIGO (2)
É a segunda vez que torno com o mesmo título… passaram sensivelmente 4 anos, mas a prosa mantêm-se actual… foi a 26 de Setembro de 2003.
E volto a propósito dos comentários ao último post do “tonto” de serviço… sem pretensões de desvio de clientela.
Bom senso? Aplicar a razão de forma ajustada ás circunstâncias, ser prudente, moderado, previdente… não é o deixa andar…
É precisamente a ausência dessa regra que tem gerado cada vez menos sensatez e consequentemente, também por esse motivo, menos credibilidade à profissão.
Não concordo que a imagem da profissão seja o somatório do papel desempenhado por cada um dos Médicos Veterinários individualmente… as coisas não funcionam assim.
É por isso que a estratégia (aparente) da Ordem, de impor a credibilidade da profissão à custa da credibilidade individual, impondo mais e mais regras aos Médicos Veterinários, está condenada ao fracasso.
Os valores éticos impõe-se por si e pela positiva… não é com mais e mais castigos que se emendam os erros, pelo contrário, é com os bons exemplos que se promovem as melhores normas de conduta e se recupera a prazo a credibilidade.
Admito até o cepticismo de alguns outros anónimos que habitam a blogosfera, mas não há volta a dar-lhe… o sistema disciplinar imposto pelo Código Deontológico não trouxe, só por si, nenhum valor acrescido à defesa dos princípios éticos… não conheço as estatísticas mas estou em crer que os “desvios” deontológicos não diminuíram, antes aumentaram… mais do que a população veterinária.
Um sistema que enquadre os valores e princípios éticos e demonstre as vantagens da sua aplicação é claramente mais eficaz que qualquer sistema disciplinar.
Então sim teremos melhor treinamento, melhor rigor técnico, melhor organização, mantendo o “abuso” em níveis residuais.
Viver no “medo” de ser apanhado só gera inimizade para com a Ordem e para quem impõe a lei.
Obrigado Dostoievski.
Pareceu a Clint às 17:13 5 a retorquir
19 de outubro de 2007
18 de outubro de 2007
UTENTE OU CLIENTE
Talvez ainda influenciado por uma certa visão de Estado centralista, de que o nosso Bastonário ainda não se libertou, todos os Médicos Veterinários passaram a ter utentes, como nos serviços públicos… na Rússia.
Não seria melhor que tivéssemos Clientes, literalmente significando “protegido”… o constituinte em relação ao advogado… o doente em relação ao médico… não parece muito mais adequado à intervenção do Médico Veterinário?
Deixo a opinião do "nosso médico de serviço", não totalmente concordante com a minha.
Com a devida vénia do nosso vizinho Balanced Scorecard
Pareceu a Clint às 17:05 7 a retorquir
BETTER TRAINING FOR SAFER FOOD
Anunciam aqui que os "Official "Better Training for Safer Food" contact points have been designated for EU Member States, as well as Candidate, Acceding, and Associated Countries. Each contact point interfaces with the Commission in order to coordinate aspects of the initiative's activities relevant to their own country, in particular the selection of training participants. Staff of competent authorities interested in finding out more about participating in "Better Training for Safer Food" activities are invited to refer to the appropriate contact point from the adjoining list."
Em Portugal:
Ms. Ana Cristina Ucha Lopes
Veterinary Services of Portugal
Training Department
Largo da Academia Nacional de Belas Artes, nº 2,
1249-105 Lisboa
auchalopes@dgv.min-agricultura.pt
Tel. +351 21 476 74 00
Fax +351 21 474 36 11
A propósito foi designado alguém para o workshop de 5 dias em Zagreb (15-19 Outubro)? Deve valer uns cinco créditos, não? E já agora quais são os critérios de selecção? Para que não haja confusões: não estou interessada!
Pareceu a Anónimo às 12:49 2 a retorquir
“AS SOLUÇÕES ESTÃO AO NOSSO ALCANCE”?
Sugere o Bastonário, em modo imperativo, que das indicações do Estudo da Imagem Social dos Médicos Veterinários, se desenvolvam actuações tendentes a introduzir as necessárias correcções.
Por outras palavras diagnóstico na mão, parta-se para o tratamento.
E acrescenta, “Desde logo a Ordem, que embora já desenvolva muitas das iniciativas as deve reforçar e enriquecer, já que por essa via pode e deve potenciar outras medidas”.
Neste editorial (revista da OMV nº 46), não refere contudo o que a Ordem já desenvolve e como o vai reforçar. Muito menos como é que essas iniciativas vão potenciar outras, e que outras.
Como em muitas circunstâncias, o “discurso” é denso e enigmático, permitindo várias interpretações, as quais, ao sabor da empatia do leitor, permitem pensar numa coisa ou no seu oposto.
Avança, no entanto três linhas de actuação.
A primeira de unidade na acção de todos os órgãos da Ordem (“…toda, mas toda a estrutura da Ordem, esteja organizada…”) para uma intervenção qualificada, pedagógica e em permanência junto do Estado, Agentes Económicos e Consumidores.
A intenção é boa e aliás verdadeira para muitas outras situações, contudo não se percebe bem como… se o maestro da orquestra não se pautar por essa batuta.
Era necessário que o Bastonário passa-se a ouvir o que outros têm para dizer, era necessário que as reuniões inter-conselhos debatessem realmente os desígnios da profissão e apresentassem estratégias, era necessário discutir com seriedade em reuniões sectoriais (regiões e sectores da profissão) o que queremos para o futuro.
A não ser assim o que o Bastonário nos pede é obediência a tudo aquilo que dimane do Conselho Directivo… podia o Conselho mudar de nome para Comité Central.
Apenas um exemplo a acompanhar no futuro muito próximo: o que é que o Bastonário e o Conselho Directivo vão fazer com o contributo dos Conselhos Regionais (e dos colegas de um modo geral) para o projecto de Regulamento de Formação. Seria uma excelente oportunidade para por a Ordem a fazer um pouco de jogging e transpirar alguma filosofia e princípios de actuação, em vez do habitual espectáculo de wrestling das Assembleias-Gerais.
A segunda actuação “exigida” aos profissionais refere-se a uma maior abertura na intervenção junto dos utentes e uma aproximação a outras profissões no âmbito da higiene e segurança alimentar.
Mas os profissionais já assim fazem, pelo menos no sector privado os exemplos de abertura e cooperação com outras profissões no domínio da higiene e segurança alimentar são muitos e isso sabe-se na Ordem. Onde exactamente se poderia promover uma atitude diferente seria no Serviços Veterinários Oficiais, onde uma verticalização autista vem pondo cada vez mais em causa essa possibilidade de cooperação. Mas sobre esta actuação dos Serviços Veterinários se abateu um manto de silêncio… ensurdecedor… ou já nos esquecemos do vigor com que o Bastonário, por bem menos, denunciou a ineficiência dos Serviços Veterinários?
Em terceiro lugar o bastonário deixa um recado para as enigmáticas “entidades ligadas à formação dos Médicos Veterinários”: olhem o mercado de trabalho. A referência parece totalmente legítima mas não o será, pois quem “vende” formação vendo o que o formando procura e não exactamente o que os Médicos Veterinários procuram ser a sua esfera de influência. A este nível caberia à Ordem um patrocínio diferente que, até hoje, tem sido inexistente: a promoção do papel do Médico Veterinário
Foi um apelo à Unidade que sempre se aplaude, vejamos como é que o Bastonário dá o exemplo.
Pareceu a Clint às 00:58 7 a retorquir
16 de outubro de 2007
BCV - BANCO DE CRÉDITO VETERINÁRIO
Terminou ontem o prazo para apresentação de sugestões ao projecto de “Regulamento para Creditação de Acções de Formação” apresentado pela Ordem…
Quantas respostas e que substância foi coligida?
Quem o vai aprovar? O Conselho Directivo ou a Assembleia-Geral?
Os putativos candidatos a Bastonário o que dizem? O site de António Morais continua actualizadíssimo à data de 27 de Junho de 2007…(???) e o de Ramalho Ribeiro… morto e enterrado?... diz que “A URL solicitada não pode ser recuperada”.
Como já aqui disse é essencial revitalizar a Ordem, continua a haver temas prementes com que nos preocuparmos… um deles é o da Aprendizagem ao Longo da Vida, mas onde estão as propostas alternativas? Os projectos? Sangue novo?
Que fazem os Conselhos Regionais que não chamam os colegas a debater o assunto? Não houve tempo para marcar umas quantas reuniões, apresentar o projecto aos colegas e coligir opiniões, sensibilidades e interesses?
Sei que importantes opiniões foram, ainda assim, remetidas para a Ordem… fico a aguardar o que é que a dita vai fazer com elas…
O enfoque na Aprendizagem corre o risco de ser substituído pelo dos créditos auferidos e renovação da Cédula Profissional… A Ordem confundida como entidade Certificadora ao invés de simplesmente homologar a formação alcançada, incluindo a auto-formação… e a multidisciplinaridade tradicional da profissão afunilada em acções de formação para clínicos (a preços insustentáveis)…
Qual a opinião da Sociedade Portuguesa de Ciências Veterinárias? Que compromisso assumiu com a Ordem a este nível? E as suas sociedades satélites?... limitam-se a concorrer à atribuição de créditos como já aconteceu com pelo menos duas delas?
E as Universidades? Caladinhas que nem ratos?... Ou as pupilas dos senhores coordenadores de curso já se transformaram em limões de slot machine?
Já agora… Como é possível que a Ordem se ponha a atribuir créditos sem que o Regulamento esteja aprovado? Parece-me um muito mau começo… e depois queixam-se que o “pagode” se indigne cada vez mais…
Enquanto e não, muitos dos delatores da situação já abriram Conta a prazo no BCV, ali para a Gomes Freire, mesmo andando por aí a dizer cobras e lagartos do Gerente e dos Gestores de Conta…
Pareceu a Clint às 11:01 11 a retorquir
ATRACÇÃO HABITUAL
Sempre foi muito comentada a manifesta tendência dos veterinários casarem uns com os outros… se calhar trata-se de fenómeno totalmente normal… talvez por estar no meio deles e por sermos menos o facto é mais evidente e talvez estatisticamente semelhante ao de outras profissões…
Sem me esforçar muito conheço mais de uma dúzia de casos… deve ser por mera inferência estatística que o Director de Serviços de Saúde Animal da DGV “transferiu” a mulher para o seu gabinete… ou será um “destacamento” provocado por ciúmes… ou quem sabe a aplicação da Lei de Mobilidade Especial.
2007 anno domini depois de Pina.
Pareceu a Clint às 10:35 3 a retorquir
3 de outubro de 2007
VETERINÁRIO BOLONHÊS
Não, não se trata de nenhuma ligação conjugal com membro da aristocracia bolonhesa, mas apenas uma alusão ao celebérrimo “processo de Bolonha”
Diziam, exactamente há três anos, os insuspeitos Prof. Jorge Silva (Coordenador), Conceição Martins e Júlio Carvalheira, enquanto GRUPO DE COORDENAÇÃO POR ÁREA DE CONHECIMENTO, NOMEADO PELA MINISTRA DA CIÊNCIA INOVAÇÃO E ENSINO SUPERIOR, PARA O DESENVOLVIMENTO DO “PROCESSO DE BOLONHA” A NÍVEL NACIONAL (Área de Medicina Veterinária) que:
“A análise das profissões a exigir formação longa (5 ou 6 anos) deverá ser considerada por si e esse é o caso típico da Medicina Veterinária. Efectivamente, trata-se de uma área profissional regulamentada…, com normativos comunitários específicos e com um processo formativo em três patamares complementares em forte articulação, onde nenhum deles possui uma lógica de formação terminal a permitir uma saída intercalar com perspectivas de empregabilidade. (…/…)
Esta excepção aos princípios da Declaração de Bolonha tem sido consagrada genericamente para as áreas da Medicina (Medicina Humana, Medicina Dentária, Medicina Veterinária) não sendo considerada contraditória com o desenvolvimento
global do processo.
A formação na área da Medicina Veterinária é genericamente obtida através de um curso superior universitário apoiado na investigação científica com a duração de 10 a 12 semestres e com um mínimo de 1 semestre de estágio curricular profissionalizante.”
Em termos práticos desaparece o licenciado enquanto grau de formação terminal como até agora, passando os “Sr. Dr.” a Mestres.
Ou seja o Título de Médico Veterinário (atribuído pela Ordem), passará a contemplar os Dr. anteriores a Bolonha e os Mestres depois de Bolonha… ou não é?
Para que servirá o grau de licenciado em Medicina Veterinária em termos profissionais? Para nada? Então qual é o efeito prático, no âmbito da “empregabilidade”, da reforma de Bolonha na Medicina Veterinária?
Pareceu a Clint às 11:48 7 a retorquir
