8 de fevereiro de 2008

PARABÉNS



Ao jovem Henrique Fernandes, “nubente” da Medicina Veterinária, “cônjuge” da ciência, que ganhou só… uma bolsa de 1,9 milhões de euros, atribuída pelo Conselho Europeu de Investigação. Ver aqui e aqui

CÁRNEO DE ESCALA

A AFABRICAR - Associação dos Fabricantes de Produtos Cárneos e a ANIC - Associação Nacional dos Industriais de Carnes, anunciam a sua fusão na Nova Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes - APIC.

Para comemorar realizam na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Lusófona, dias 21 e 22 de Fevereiro, o 1º Congresso Nacional da Industria Portuguesa de Carnes.

De fora fica a AMECAP – Associação de Matadouros e Empresas de Carnes de Portugal (Norte de Portugal?)… só boas notícias!

WILD WILD LIFE

Eric Ruivo, responsável do Serviço de Colecções Animais, Ciência e Conservação, do Jardim Zoológico de Lisboa, fala de concorrência desleal entre parques zoológicos: “O que mais confusão me faz é que parques que não estão licenciados continuam abertos”.

Entre estes está o Parque Zoológico da Maia, a funcionar sem licenciamento definitivo da Autoridade com competência na matéria, a Direcção-Geral da Veterinária.

Com o rigor e determinação que se lhe conhece aguarda-se iniciativa musculada dos Serviços Veterinários do Norte.

7 de fevereiro de 2008

ACABEM COMIGO… PORRA!

O Estado continua, infelizmente, a financiar uma campanha anual de vacinação anti-rábica de canídeos e felídeos. Sobre o tema muitíssimo haveria a dizer, mas para já apenas um “pequeno” apontamento sobre um dos efeitos secundários.

Acontece que a par com a campanha de vacinação anti-rábica, alguns dos Médicos Veterinários oficialmente nomeados, geralmente os Médicos Veterinários Municipais, desenvolvem outras profilaxias (esgana, parvovirose, etc.).

Não será esta uma prática de concorrência desleal com prejuízo para os colegas instalados em centros de atendimento médico veterinário (CAMV)?

A prática de uma vacinação anual vem sendo questionada, muito por força do alargamento dos prazos de cobertura imunológica das novas vacinas para dois e mais anos.

No entanto, por razões de prevenção e acompanhamento, aconselha-se que a visita anual ao Médico Veterinário se mantenha… oportunidade para um check up médico, aconselhamento dietético, etc.

Será que a prática de "desviar" os animais do CAMV e dessa consulta anual, em favor de um campanha de vacinação anti-rábica (nalguns casos seguida de todo o “pacote” profiláctico), onde regra geral nem o exame do estado geral é efectuado decentemente, não estará a prazo a despromover o papel do Médico Veterinário?

O que faz a Direcção-Geral de Veterinária continuar com uma campanha anacrónica, tecnicamente injustificável, e que além disso está a promover a concorrência desleal entre Médicos Veterinários e uma prática medíocre?

Não poderia a Ordem dos Médicos Veterinários providenciar um parecer sobre este assunto?

6 de fevereiro de 2008

É POR ESTAS E POR OUTRAS.

Sou do tempo em que o Médico Veterinário Municipal conhecia como as palmas da mão todos os criadores do concelho.
De tal forma que partilhava com eles alegrias e angústias e em muitos casos mantendo uma ligação tão forte, que o Veterinário Municipal era visita frequente e por vezes o padrinho de casamento do filho ou filha desses lavradores.

Mudaram-se os tempos e uma das mais interessantes características da nossa profissão, diria mesmo, um património inalienável, parece estar a perder-se… justamente esse conhecimento do que era a vida dos seus clientes/amigos.

Vem isto a propósito da notícia da RTP sobre o efectivo bovino abandonado lá para o Alandroal.

Não está em causa a atribuição de responsabilidades a ninguém, muito menos à Veterinária Municipal, contudo devemos concordar que uma situação que se arrasta há dois anos, em que há animais a morrerem à sede, revela uma capacidade de intervenção dos Serviços Veterinários nada lisonjeira.

Não será certamente por os Serviços Veterinários estarem verticalizados, aliás a situação decorre do tempo em que estavam regionalizados… Será certamente da responsabilidade, em primeira instância, dos proprietários (Caldas da Rainha), mas era de nós que se esperava uma resposta diferente: “A Lusa tentou, ao longo de todo o dia, entrar em contacto com a veterinária municipal, Vera Cavacas, mas esta nunca esteve disponível.”

4 de fevereiro de 2008

AINDA SOBRE O CÓDIGO DE BOAS PRÁTICAS

Este Código é como a parendizagem ao longo da vida!
Existe o conceito, a definição dos objectivos, conhecem-se as regras, mas ...NÃO PODE SER OBRIGATÓRIO ou pode?

Sovet

O Código de Boas Práticas Veterinárias NÃO é de cumprimento obrigatório... apenas VOLUNTÁRIO.
A sua adopção, contudo, permite a certificação à luz de normas ISO e por isso de uma mais valia extraordinária para quem se queira destacar... pela positiva.

Clint

Já percebi!
Quem quiser ser exigente, adopta o Código! certo?
Quem quiser saber, estuda! certo?
É tudo voluntário porque a malta não gosta que os outros lhes exijam! certo?
Então lá voltamos à terra dos brandos costumes e da cultura da mediocridade, porque assim é que é num país a "sério".
Porque não aceitamos gente sem diplomas? Era mais "democrático" e "contra" as imposições!

Sovet

Clint!
Você é um espectáculo. Com que então diz que o código ficou no tinteiro e agora vem dizer que é voluntário.
Extraordinário!
As normas ISO valem por si e também se aplicam à veterinária, como sabe certamente. Por isso não há coerência nenhuma naquilo que diz, pois este Código então seria um acessório sem interesse, o que não me parece ser, de todo, o caso.

Vet@Curioso

1. Existem normas mínimas que todos têm de cumprir e de preferência sem batotas… seja a licenciatura para ter acesso à profissão, seja, por exemplo no caso dos Centros de Atendimento Médico Veterinário (CAMV) o respectivo Regulamento.

2. Acima dessas normas existem outras referências para quem deseje a excelência… tal como nas empresas… há regras básicas, seja no campo da fiscalidade, da lei laboral ou das normas de produção que todas têm de cumprir. Mas existe um outro mundo para além dessa para quem ambiciona a excelência e a qualidade.

3. Foi essa a ideia da Federação dos Veterinários da Europa (FVE). A de criar um instrumento para quem deseja ir mais além do mínimo exigível. Um instrumento que estivesse em linha com as normas da International Organization for Standardization (ISO) e por isso susceptível de, ao ser aplicado, puder ser certificado por qualquer entidade credenciada.

4. Vale a pena, a propósito do carácter voluntário da sua aplicação referir o código de ética da ISO: “Voluntary standardization, in the way that it is practised by ISO and its members, is an appropriate mechanism to address the complex challenges faced by business, government and society as a whole at the outset of the 21st century.”

5. Outra coisa, independentemente do seu carácter obrigatório ou facultativo, é a promoção da adopção do Código de Boas Práticas que a Ordem deveria ter desenvolvido e não desenvolveu.

6. Roma e Pavia não se fizeram num dia. Admito até que no futuro estas passem a ser regras com um carácter obrigatório.
Recordo que muito antes de haver Ordem já havia profissão e até regras éticas, e que não foi por ter sido então criado um Código Deontológico que antes as regras não se cumpriam. O seu carácter voluntário passou a ser insuficiente e também por isso se bateu a profissão para criar uma Ordem.

7. Sinceramente não vejo onde está a incoerência. A incoerência está na forma atabalhoada e sem estratégia com que a Ordem está a ser conduzida pela sua Assembleia Geral.

ACTO VETERINÁRIO

A definição de “Acto Veterinário” é assunto com barbas. Têm os decisores políticos fugido do reconhecimento da sua definição legal como gato escaldado de água fria, a começar pelas diversas iniciativas desenvolvidas pelos Médicos.

Também no nosso “burgo” o assunto tem vindo a ser postergado para segundas núpcias. Tal sucede por não ter sido adoptada qualquer estratégia para o desenvolvimento da ideia e sua concretização prática.

Seria muito simples: nomear um grupo de trabalho para, em seis meses, apresentar uma proposta. Como não vale a pena inventar a roda, a base de trabalho poderia e deveria ser o documento de trabalho da União Europeia dos Veterinários Práticos (UEVP), secção da federação dos Veterinários da Europa (FVE), assim como os trabalhos desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Constituição do Grupo? Simples, um elemento de cada um dos seguintes sectores:
Direcção, coordenação e secretariado do grupo de trabalho - Ordem dos Médicos Veterinários, OMV;
Ciências Veterinárias - Sociedade Portuguesa de Ciências Veterinárias, SPCV;
Veterinários Práticos - representante de Portugal na União Europeia dos Veterinários Práticos, UEVP;
Veterinários Práticos (pequenos animais) - elemento sancionado pela Associação Portuguesa de Médicos Veterinários de Animais de Companhia, APMVEAC;
Veterinários Práticos (buiatria) - elemento sancionado pela Associação Portuguesa de Buiatria, APB;
Veterinários Práticos (equinos) - elemento sancionado pela Associação Portuguesa de Médicos Veterinários de Equinos, AMVE;
Veterinários Práticos (touros de lide) - elemento sancionado pela Associação de Médicos Veterinários de Assuntos Taurinos, AMVAT;
Veterinários Práticos (suinicultura) - elemento sancionado pela Sociedade Científica de Suinicultura, SPS;
Veterinários práticos (pequenos ruminantes) - elemento sancionado pela Sociedade Portuguesa de Ovinotecnia e Caprinotecnia, SPOC;
Veterinários práticos (avicultura) - elemento sancionado pela Secção Portuguesa da Associação Mundial de Ciências Avícolas, SPAMCA;
Veterinários práticos (reprodução animal) - elemento sancionado pela Sociedade Portuguesa de Reprodução Animal, SPRA;
Veterinários Higienistas - representante de Portugal na União Europeia dos Veterinários Higienistas, UEVH;
Veterinários Oficiais - representante de Portugal na Associação Europeia dos Médicos Veterinários Oficiais, EASVO;
Veterinários Oficiais (Inspecção Sanitária Veterinária) - elemento sancionado pela Associação de Médicos Veterinários Inspectores Higio-Sanitários, AMVIHS;
Veterinários Oficiais (Municípios) - elemento sancionado pela Associação Nacional dos Médicos Veterinários dos Municípios, ANVETEM;
Veterinários no Ensino, Investigação e Indústria - representantes de Portugal (três?)na Associação Europeia dos Estabelecimentos de Ensino de Medicina Veterinária, EAEVE;
Legislação laboral e carreiras - Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários, SNMV.

Dezanove elementos pode parecer muita gente… De facto. Mas nesta fase parece também mais acertado, não deixar nenhum sector de fora, sem prejuízo de depois de uma primeira reunião preparatória para planeamento (estrutura do documento e calendário de discussão) o assunto fosse então entregue a um grupo mais restrito de umas cinco pessoas, para redacção da proposta, e voltar a ser discutido numa reunião final. A ver vamos!!! O importante é que haja um calendário acordado.

O que é que constituí o Acto Veterinário? (independentemente dos contornos legais ou oficiais e do seu efectivo cumprimento); Em que circunstância e a quem podem esses actos ser delegados a não veterinários? Estas entre outras as respostas que se requerem.

É isto que a Ordem se prepara para fazer?

2 de fevereiro de 2008

ESMV [2]



Tinham começado as obras de melhoramento das instalações da Escola Superior de Medicina Veterinária… no já distante ano de 1982…

1 de fevereiro de 2008

100 ANOS DEPOIS!



Em homenagem ao Rei D. Carlos e ao Príncipe Real D. Luís Filipe.

Subscrevo João Vacas do 31 da Armada que cito com a devida vénia: “Há cem anos um punhado de canalhas assassinou cobardemente o Chefe de Estado deste país e o seu filho. Quase tão chocante como esse facto hediondo é o de, passado um século, ainda existirem pulhas disponíveis para justificar o injustificável.
Meço as minhas palavras. Pulhas.”

30 de janeiro de 2008

BOAS PRÁTICAS VETERINÁRIAS



Há já uns bons anos atrás, a Federação dos Veterinários da Europa (FVE), publicou um manual de boas práticas, em boa hora traduzido pela Ordem para a língua pátria…

O “Manual” pretendia ser também um auxiliar à instalação de sistema de gestão da qualidade numa organização veterinária, poderia portanto ser utilizado pelos próprios Serviços Veterinários Oficiais.

Pelo que sei ficou no tinteiro a aplicação prática daquele Código… ou não. Alguém conhece um centro de atendimento ou outro, que tenha utilizado aquele Código para certificar a sua organização?

Respostas a este Apartado.

TABOADO: ALERTA DE TSUNAMI APÓS SISMO DE 6,3 NA ESCALA DE RICHTER

Gomes Freire, 30 Jan. (Vp) - As autoridades veterinárias emitiram um aviso de alerta de tsunami, após um sismo de 6,3 na escala de Richter que abalou hoje a Gomes Freire, sem notícia de vítimas, segundo a agência “Veterinário precisa-se…”.

O Instituto de Geofísica Veterinária Europeu (IGVE) referiu que o sismo atingiu uma magnitude de 6,3 graus na escala aberta de Richter, e que de momento não há vítimas a registar.

O sismo registou-se, na área do Conselho Regional do Norte, a cerca de 332 quilómetros a norte da capital, Taboado, às 07:32 (hora de Lisboa) e o seu epicentro foi localizado no vale de Lamaçães, a sul do condado da Galiza.

"Há um potencial risco de tsunami, com risco para todos as estruturas do Taboado", advertiu a agência.

(do enviado especial do “Veterinário precisa-se…”, corruptela da notícia da sapo.pt… a seguir com MUITA atenção.)

28 de janeiro de 2008

D’OUTRAS ORDENS…

Biólogos trazem Alvin Toffler ao seu congresso de 25 a 27 de Fevereiro, sob o tema Bio€conomia.

Além do presidente da República, 5 Ministros, outros tantos presidentes de Comissões Parlamentares, além de 4 Conselhos Nacionais de enorme relevância: Económico e Social, do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da Ética para as Ciências da Vida e de reitores das Universidades Portuguesas, na Comissão de Honra! De estalo!

O Ordem dos Médicos Veterinários, foi naturalmente convidada… no ano em que organiza o seu Congresso… ou não? Era boa ideia… é que o Congresso é o “…órgão consultivo de âmbito nacional…” ao qual compete “…c) Aprovar recomendações de carácter associativo e profissional.”.

Dava jeito falar Acto Veterinário, Ensino da Medicina Veterinária em Portugal, Aprendizagem ao Longo da Vida (com ou sem créditos), Empregabilidade, Serviços Veterinários Oficiais (saúde animal - OPP; Inspecção Sanitária Veterinária - Funcionalização ou Privatização; Bem-Estar-Animal - condicionalidade e licenciamento de explorações); Centros de Atendimento Médico Veterinário; Estatutos; Instalações da Gomes Freire…

MODA CANINA

Ao que chega a antropomorfização dos animais domésticos: a isto.

Se os Directores de Serviço de Veterinária ouvem falar daquilo… somam-lhe a inovação e vamos ter bernarda (nada de más interpretações) na chegada dos animais ao matadouro.

A par com a rotatividade dos Inspectores Veterinários nos matadouros, passa a haver vestiário obrigatório… até na feira de Rates!

25 de janeiro de 2008

ESMV [1]

Em defesa da manutenção do “velho” edifício da Escola Superior de Medicina Veterinária (ESMV) como património da profissão Veterinária, aqui inicio uma rubrica sob o tema ESMV… o contributo dos colegas é fortemente encorajado e bem-vindo.

De uma da maiores figuras da Medicina Veterinária contemporânea, Professor Mário Baptista Braz, in “Um Século do Notabilidades - Licenciaturas de 1830 a 1930” (sublinhado e notas em itálico nossas):

“Em 29 de Março de 1830, funda-se a primeira Escola de Medicina Veterinária em Portugal.
Criada a Real Escola Veterinária Militar, em 1830,
.../…
O ensino científico da Medicina Veterinária tornou-se realidade graças ao patrocínio de Luís A. F. de Castro do Rio de Mendonça, Conde de Barbacena, retomada a iniciativa do Marquês de Marialva, entretanto falecido.
Beneficiando da hospedagem cedida pelo Real Colégio Militar instalado no edifício de Nossa Senhora dos Prazeres, na Luz, a Real Escola de Medicina Veterinária é, depois, acolhida no Hospício dos Frades Brunos (1833/1855), no Salitre.
…/…
Pelo dinamismo de Mestres ilustres da Real Escola Veterinária Militar cria-se, em Dezembro de 1852, o Ensino Agrícola, que incorpora, em Novembro de 1855, o Ensino Veterinário, antes ministrado no Salitre, cuja Escola é extinta.
…/…
O Instituto Agrícola, os Estabelecimentos sucedâneos e o ensino da Medicina Veterinária ficaram instalados na Quinta da Bemposta e Palácio da Cruz do Taboado (e anexos)
[actual localização da ESMV mas ainda uma anterior edificação] de que restam, hoje [ainda], algumas relíquias, na zona da Gomes Freire.
…/…
O Instituto Agrícola dá lugar ao Instituto Geral de Agricultura (1864-1886).
Em 1886, o Instituto Geral de Agricultura passa a designar-se Instituto de Agronomia e Veterinária e os seus Cursos habilitam para o exercício profissional de Agrónomos, Silvicultores e Médicos-Veterinários.
…/…
Por Decreto, com força de Lei, de 12 de Dezembro de 1910, foi extinto o Instituto de Agronomia e Veterinária e criados dois estabelecimentos de ensino:
- O Instituto Superior de Agronomia, a situar-se em edifício próprio, na Tapada da Ajuda.
- A Escola de Medicina Veterinária que continuaria a ocupar as instalações da Cruz do Taboado.
…/…
Em Fevereiro de 1927, pelo Decreto nº 13157, a Escola dispõe de avultada verba para reconstrução das suas instalações e renovação de equipamento.
…/…
Pelo Decreto nº 19081 de 2 de Dezembro de 1930 é criada a Universidade Técnica de Lisboa, cujo Estatuto foi aprovado pelo Decreto nº 19848 de 2 de Julho de 1931.
A Universidade Técnica constitui-se com quatro Escolas:
Escola Superior de Medicina Veterinária
Instituto Superior de Agronomia
Instituto Superior de Economia
Instituto Superior Técnico.”


Sem passado não há presente, nem futuro… agora que a Escola passou a Faculdade e se “passou” lá para os lados da Ajuda, é tempo de defender um património da profissão e manter, pelo menos, o edifício principal da “velha” ESMV, ao serviço dos Médicos Veterinários e da Medicina Veterinária.

24 de janeiro de 2008

SECRETÁRIOS DE ESTADO NA MOBILIDADE ESPECIAL


A propósito da notícia do Jornal de Notícias, relativa aos casos de mobilidade especial na Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), dizem os nossos vizinhos do “31 da Armada”, que…

“O que o Jornal de Notícias não conta é como está a situação de mobilidade de dois dos secretários de Estado da Agricultura - Rui Gonçalves e Luís Vieira - que, segundo o Público de 17 de Janeiro, desde março do ano passado viram ser-lher retiradas as suas competências principais. Estarão no quadro da mobilidade? À espera da remodelação?"

23 de janeiro de 2008

VETTONTO

Deixei de ter acesso à página http://vettonto.blogspot.com/.

Se tal significa o fim daquele blog, quero manifestar a minha tristeza.

Mesmo com os comentários simplesmente ofensivos, a blogosfera (veterinária) é bem precisa...

Ficamos mais pobres.

PERFORMANCE, VISION AND STRATEGY

Para medir distâncias usa-se um padrão, no sistema internacional (SI) o célebre metro: a tal distância entre dois pontos inscritos numa barra de platina e íridio, ainda hoje à guarda do Bureau Internacional de Pesos e Medidas, em Paris.

Para avaliar os Serviços Veterinários existe também uma referência internacional, não tão famosa, mas que deveria ser referência nas Escolas de Veterinária: o PVS, Performance, Vision and Strategy, A tool for governance of Veterinary Services, à guarda do OIE, Organização Mundial de Saúde Animal.

Não vale a pena discutir a performance dos Serviços Veterinários em Portugal com base nesta ou naquela opinião, em ciúmes ou invejas, vaidades ou arrogâncias, factos mais ou menos públicos e notórios... use-se aquela ferramenta.

22 de janeiro de 2008

MUDAM-SE OS TEMPOS…

Bernard Vallat sabe certamente do que fala quando sugere uma ”vacinação massiva” contra a “Língua Azul”.

Por cá, o edital 18 da Direcção-Geral de Veterinária (DGV), mais ou menos em linha com o código de Saúde Animal da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), apenas “promove” a zona sujeita a restrições a zona sazonalmente livre.

Para além dos requisitos relativos à desinsectização, prévia à movimentação dos animais… que elimina (nesta estação) muita mão-de-obra, acresce no novo edital a vacinação de ovinos contra o serotipo 1, para além de uma abordagem técnica mais próxima do manual do OIE.

Embora “chegada à zona centro”, continua a maior parte desta área e da zona Norte fora daquelas restrições… com as alterações ecológicas e o respectivo impacto na vida dos Culicoides prevejo alterações a este cenário… surpreendentemente ainda antes da Primavera.

Curiosa a informação sobre o tema no site da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV)… parece propaganda à DGV…

Também não admira… para a OMV tudo vai bem pelos Serviços Veterinários… a fazer fé no seu silêncio ensurdecedor… longe vão os tempos em que por dá cá aquela palha se pediam demissões, hostilizavam ministros e se abandonavam comissões de acompanhamento…

…Mudam-se as vontades

É HOJE…

A não perder: António Nunes no Parlamento… a coisa promete com a habitual declaração de que “ a ASAE não faz a Lei, apenas verifica o seu cumprimento”… que é como quem diz… se não gostam do que andamos a fazer olhem para a Lei que fizeram…

Julgo que o Presidente da ASAE não estará de greve… infelizmente esse não será mote para discussão e o PP, que tanto defende a Autoridade do Estado, vai ser o grande vencido…

21 de janeiro de 2008

VAI UMA GINJINHA?

E foi com profundo alívio que os alfacinhas receberam a notícia da reabertura da Ginjinha do Rossio

Pior está o edifício da ESMV… poderá de facto fechar para sempre.
Contrariando a opinião de “epires”, insisto que se deve salvar aquele edifício da voracidade dos empreiteiros, salvaguardando alguma da história da Medicina Veterinária em Portugal.

17 de janeiro de 2008

MUITAS SAUDADES

...de si, do colega, do Professor, do mestre, do amigo, do motociclista.
Guardá-lo-ei para sempre na memória e no coração.
Obrigado e até breve

Aos seus, uma palavra de conforto e sentidas condolências.

16 de janeiro de 2008

ACÇÃO DE DESPEJO

1. Para ser despejada do Edifício da Escola Superior de Medicina Veterinária (ESMV), tinha a Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) que ser citada e não foi…

Não basta que o arrendatário, A Faculdade de Medicina Veterinária de Lisboa (FMV) tenha decidido escrever à OMV (notificação?) para que a Ordem deixasse o edifício “antes do Natal de 2007” (o dia certo de Dezembro imposto pela Faculdade não é importante)…

Seria necessário que a OMV, através do órgão executivo, que é o Conselho Directivo, aceitasse de livre e espontânea vontade sair… e não aceitou! E bem.

Ou seja, terá a FMV que recorrer ao tribunal para requerer o mandado de despejo e a partir daí seguir a tramitação própria e específica… e não parece que seja assim tão simples pôr a OMV na rua, queiramos NÓS, QUE SOMOS O ORDEM, mantermo-nos no edifício da ESMV.

A desocupação rápida do arrendado (edifício ESMV) contra a vontade do arrendatário (OMV) tem ainda assim que ter fundamento legal.

Bom… O Conselho Directivo tem pago a renda e as “despesas de condomínio” a tempo e horas? Tem!
Deixou a OMV de cumprir alguma das suas obrigações? Não!
Então porque raio de razão deseja a FMV “despejar” a Ordem daquele lugar?

Até ver o contrato com a OMV é por períodos de dois anos, renováveis automaticamente por iguais períodos (se não for denunciado por nenhuma das partes), ora que se saiba o período bianual em curso decorre até final de 2008, portanto, na melhor das hipóteses, só nessa altura poderá a FMV denunciar o dito contrato.

2. Admitamos que, no extremo, a FMV quer mesmo despejar os inquilinos da ESMV… é que a Sociedade Portuguesa de Ciências Veterinárias (SPCV) também lá está. Pergunto: quais as razões? Tem alguma dívida para pagar ou contrapartidas para liquidar que requeiram a alienação do edifício da ESMV?

Não sendo esse o caso não se compreendem as razões da FMV! Porque não investe igualmente a Faculdade na protecção do edifício? Criem lá a sede da nova (mas já envelhecida) Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Medicina Veterinária, terão local mais emblemático para a sua sede?...
E porque não também outras Associações Profissionais? As Sociedades Científicas “filhas” da SPCV, a Associação de “especialistas” de animais de companhia, a Associação dos Médicos Veterinários dos Municípios, mas também o Sindicato, a CODIVET… enfim… a velha ideia da casa do Médico Veterinário.

Mas vou mesmo mais longe, poderia o investimento da FMV incluir a instalação no antigo edifício da ESMV da formação pos-graduada, pelo menos a componente teórica, assim como a realização de cursos de formação e “reciclagem” para Médicos Veterinários… seminários, congressos, encontros…

Quisesse a FMV e teríamos a prazo, pelo menos, o edifício principal recuperado e com vida que, mais do que justificaria a sua manutenção. Ao invés sabe Deus que negócios existirão para aquele espaço. Gostaríamos também de saber qual a posição da SPCV… afinal também ela ameaçada de despejo.

3. Mas tudo se torna ainda mais complicado. É que os terrenos que vão da Academia Militar à ESMV terão sido doados pela família real para os fins que, a cessar, obrigariam à sua devolução à casa real… salvo melhor opinião a Fundação Casa de Bragança.

Ou seja, quer o olhar lascivo e sedutor que a Polícia Judiciária vem deitando aos terreno da ESMV, quer a alienação pela FMV para realização financeira, terão ainda que ultrapassar este pequeno obstáculo. Saiba a OMV usar o argumento a seu favor.

4. Defendo claramente, como se viu, que, pelo menos o edifício principal da ESMV e algum do espaço circundante, seja mantido como património da profissão Médico Veterinária e que haja um forte e alargado consenso de todas as instituições da profissão em sua defesa. Mais… que haja uma forte parceria que permita, quer no plano jurídico, quer no plano político, a defesa daquele espaço e que no plano financeiro permita encarar, apesar das dificuldades, o investimento necessário à recuperação e modernização do edifício.

Parece que muitas das referências profissionais, ainda vivas, se têm esquecido da “velha” ESMV e de lutar por ela… mas na parte de trás do edifício, no pequeno jardim, agora abandonado, o busto de Silvestre Bernardo Lima continua a guardar a memória de uma profissão. Saibamos nós honrar a sua memória.

14 de janeiro de 2008

AGENDAMENTO POTESTATIVO (?)

Paulo Portas promete “…usar o direito de agendamento potestativo para obrigar o presidente da ASAE a ir ao Parlamento.”.

De acordo com o nº 4, do Artigo 104.º (Audições parlamentares), do Regimento da Assembleia da República, “…cada grupo parlamentar pode, em cada sessão legislativa, requerer potestativamente a presença de membros do Governo, e das entidades referidas na alínea b) do n.º 2 do artigo 102.º [dirigentes, funcionários e contratados da administração indirecta do Estado e do sector empresarial do Estado], nos termos da grelha de direitos potestativos constante do anexo II.

O que é que se irá fumar? Fico potestativamente à espera.

SE É BOM OBSERVADOR II



Estas duas imagens são, apenas, aparentemente iguais. Descubra as diferenças. Soluções no próximo número.

10 de janeiro de 2008

PORCOS LUMINESCENTES

Depois do “chop soey de porco” e do “porco agridoce”, só faltava mesmo o ”porco luminescente”... Só não entendo porque razão a carne há-de ser mais nutritiva?!...

Grande oportunidade para a indústria de salsicharia portuguesa… Salpicão de 15, 20 e 30 volts… Em vez de lombo fumado teríamos lombo iluminado e em vez de chouriço tradicional, chouriço cintilante…

p.s. - agradecemos ao Fumeiro de Gouveia a cedência não autorizado das imagens do belo salpicão regional…